Um Sorriso!
Pés descalços, roupas sujas, sem um banho decente há mais de dois dias. Esse sou eu! O retrato do abandono, do desencanto, de uma vida cheia de dificuldades e erros por mim cometidos. Essa calçada fria virou minha cama e meu abrigo, com a ajuda de pedaços de papelão, jornais e algumas revistas.
Um dia desses, vendo-me nesse estado, uma moça, de rosto angelical e olhar meigo, pergunta-me:
– Moço, quem é o senhor? Porque está nessas condições?
– Foi a vida! - respondi.
– O senhor tem família? De onde o senhor é?
– Olha moça eu vim do nordeste, já nem sei quanto tempo faz. Da minha família eu não sei mais, não.
De repente a mulher saiu de perto de mim. Pensei:
– “Tá vendo, não aguentou meu cheiro e foi embora, na verdade nem sei por que ela parou aqui”.
Para minha surpresa a moça volta com um pedaço de pão e um copo de suco. Meus olhos cresceram. Não acreditava. Há muito não via tanta comida.
– Tome! - disse a moça!
Sem nenhuma cerimônia peguei a refeição inesperada das mãos daquela “santa” e comi. Parecia um bicho do mato devorando sua caça. Nunca mais havia experimentado pão tão saboroso, ainda mais recheado com presunto, queijo e um ovo, frito. Enquanto comia ficava imaginando quem seria aquela alma bondosa e por que eu fui agraciado com tamanha bondade. Parecia um sonho.
– Também não tenho família na cidade. Disse ela. – Passei muito sufoco, até fome. Eu estava triste, desencantada da vida. Pensei até em suicídio. Mas hoje tenho meu emprego e as coisas melhoraram. Tudo graças a uma pessoa que me ajudou na hora certa. Esse anjo da guarda pediu só uma coisa em troca.
– O que? - eu perguntei.
Com uma voz suave ela relatou o pedido feito pelo seu benfeitor:
– Busque nas outras pessoas, ao menos, um sorriso!
Pés descalços, roupas sujas, sem um banho decente há mais de dois dias. Esse sou eu! O retrato do abandono, do desencanto, de uma vida cheia de dificuldades e erros por mim cometidos. Essa calçada fria virou minha cama e meu abrigo, com a ajuda de pedaços de papelão, jornais e algumas revistas.
Um dia desses, vendo-me nesse estado, uma moça, de rosto angelical e olhar meigo, pergunta-me:
– Moço, quem é o senhor? Porque está nessas condições?
– Foi a vida! - respondi.
– O senhor tem família? De onde o senhor é?
– Olha moça eu vim do nordeste, já nem sei quanto tempo faz. Da minha família eu não sei mais, não.
De repente a mulher saiu de perto de mim. Pensei:
– “Tá vendo, não aguentou meu cheiro e foi embora, na verdade nem sei por que ela parou aqui”.
Para minha surpresa a moça volta com um pedaço de pão e um copo de suco. Meus olhos cresceram. Não acreditava. Há muito não via tanta comida.
– Tome! - disse a moça!
Sem nenhuma cerimônia peguei a refeição inesperada das mãos daquela “santa” e comi. Parecia um bicho do mato devorando sua caça. Nunca mais havia experimentado pão tão saboroso, ainda mais recheado com presunto, queijo e um ovo, frito. Enquanto comia ficava imaginando quem seria aquela alma bondosa e por que eu fui agraciado com tamanha bondade. Parecia um sonho.
– Também não tenho família na cidade. Disse ela. – Passei muito sufoco, até fome. Eu estava triste, desencantada da vida. Pensei até em suicídio. Mas hoje tenho meu emprego e as coisas melhoraram. Tudo graças a uma pessoa que me ajudou na hora certa. Esse anjo da guarda pediu só uma coisa em troca.
– O que? - eu perguntei.
Com uma voz suave ela relatou o pedido feito pelo seu benfeitor:
– Busque nas outras pessoas, ao menos, um sorriso!
E eu sorri!
2 comentários:
Uau!!! Show de bola!!! Emocionante cara!!! Já tive várias vezes vontade de ter essa mesma atitude (ajudar alguem espontaneamente, sem ser forçado a isso), mas sempre me falta coragem... tenho que realizar isso um dia!!! Parabéns Gilvan.
Irmão Torquato, sei o que é passar momentos difíceis e seu conto é uma inspiração para outras pessoas (a mim) ajudar e buscar um sorriso em alguem, parabéns!
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