É claro que a jornalista Rachel
Sheherazade errou quando fez um comentário afirmando como compreensível a
atitude de populares ao torturar e prender a um poste um adolescente infrator
devido ao aumento da violência e a impotência do estado na tentativa de
combatê-la. Errou, não por externar sua indignação com relação à ineficiência dos
nossos governantes diante do caos em que vivemos. Isso é fato. Ela pecou por
ser uma formadora de opinião e ter a consciência que muitos dos seus telespectadores
não têm a capacidade de refletir melhor sobre o que ela disse. Poderia ser repreendida
por isso? Creio que sim, mas nunca cerceada no direito de comentar outros fatos
e nem ser atribuída à mesma toda e qualquer manifestação de outrem na tentativa
de fazer justiça com as próprias mãos, pois isso não passou a ocorrer apenas após
o seu pronunciamento. Aproveitaram a oportunidade para calar uma das poucas
vozes que ousavam mostrar a mazelas e a enquadrar os responsáveis. Tal fato não
é raro.
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