Antes de tudo preciso dizer que sou um defensor incondicional
do direito ao voto. No entanto, aqui no Brasil, poderíamos comparar as eleições
a uma pescaria num rio onde tem poucos peixes que valham à pena fisgar e, quando isso acontece, geralmente é traíra. Mas o que eu quero perguntar é: qual o
sentido de o voto ser obrigatório em nosso país se o eleitor pode, se assim
desejar, anulá-lo ou simplesmente não optar por qualquer candidato, pelo motivo
que lhe convier, votando em branco? A obrigatoriedade de se fazer presente às
urnas criou um efeito contrário. Não é raro encontrar quem considere um fardo o
comparecimento aos locais de votação. A busca pelo direito ao voto levou
pessoas a morrerem por esta causa, enquanto, sua obrigatoriedade,
propositalmente ou não, tirou-lhe o encanto. Pior, favoreceu aos oportunistas
que utilizaram do famigerado “toma lá, dá cá” para se eleger. Aproveitam-se da
carência dos eleitores mais desvalidos, desinformados e com pouco discernimento
(sem contar aqueles que são esclarecidos, mas com caráter, contestável) para
transformar as eleições, via de regra, num jogo de poder financeiro e de cartas
marcadas.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
quarta-feira, 7 de março de 2018
Problemas e Soluções
Quando os problemas ocorrem, temos que resolvê-los. Isso é um fato.
Porém, creio que também eles devem ser discutidos. Principalmente num
ambiente de trabalho. Não se trata de atacar quem errou, mas de
descobrir o porquê que esse problema apareceu e tentar minimizar a
probabilidade de o mesmo acontecer outras vezes. E isso não é querer
criar polêmica por coisa pouca, como afirmam alguns. O nome disso é
profissionalismo. Falar a respeito pode até ser chato, mas é essencial
para que os trabalhos tenham uma sequência natural e sem percalços, o
tanto quanto possível.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Só Amor!
Antes eu negava o
seu querer
Por medo de sofrer
eu me defendia
“Amor, eu não
posso te perder”
Era o que você
sempre me dizia
Não acreditava na
força dessa paixão
Preferia não sentir
mais dor
Tantas idas e voltas
causaram-me desilusão
Mas você sempre me
dizia que eu era o seu grande amor
Muito ressentido e
ressabiado
Fechei os olhos,
perdido, em meio à multidão
Mas você sempre
dizia querer estar ao meu lado
Em corpo, alma e
coração.
Encantado com tanto
carinho e dedicação
Nada poderia mais
fazer a não ser me entregar
Agora sou eu que te
digo, meu bem
O meu destino é te
amar, te amar, te amar!
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Lembranças!
Acordei hoje com lembranças de quando
eu era “moleque” e frequentava a casa da minha avó no município de Santa
Bárbara, na parte alta de um povoado ao qual nos acostumamos a chamar de
Candeal Pequeno, nome dado a uma fazenda da região. Era uma casa grande, mas
encantadoramente simples. Tinha paredes brancas, portas e janelas de madeira
pintadas de azul. Eram três quartos, cozinha, sala e varanda. Até então não era
provida de banheiro, não sei se pela falta de recursos e/ou pela falta de água
encanada. Havia uma árvore esplendorosa um pouco à frente da casa, do lado
esquerdo, onde os animais se escondiam do sol. O vento batia em suas flores
vermelhas, derrubando-as ao chão, formando um grande tapete. Na parte de trás
da residência existia um tanque com água em abundância proveniente das chuvas
que ocorreram com gosto àquela época.
O amanhecer na casa da minha avó era
divino. Recordo-me de dormir à noite, depois de longas e interessantes
histórias, à luz de candeeiros, contadas por minha avó e meu pai, imaginando o
dia seguinte. Como havia dito antes a casa ficava na parte mais alta do povoado,
isolada. Logo muito cedo, ao despertar, eu e meus irmãos corríamos para a
varanda, sentávamos num banco grande de madeira e, encantados, ouvíamos o
cantar dos pássaros. Ficávamos em silêncio, admirando o som da natureza. Nas
primeiras horas da manhã uma neblina sempre cobria toda a extensão da
propriedade e não dava para enxergar nada a mais de dez metros de distância.
Antes que percebêssemos a chegada de algum visitante os cachorros começavam a
latir. Só mais tarde conseguíamos ouvir as passadas de cavalos. Geralmente era
um de meus tios trazendo o leite. Em meio à neblina ouvia-se o ranger da
porteira (lá, chamavam-na de cansela) ao se abrir.
Logo, a refeição matinal estava
pronta. Ainda sinto o cheiro do café que minha avó preparava num forno a lenha.
Uma delícia! Café, leite (tirado da vaca, logo cedo), batata, pão, inhame,
bolos. Tudo muito natural e delicioso. Todo esse banquete era servido numa mesa
de madeira, muito grande. Os bancos eram iguais ao da varanda, cabiam de quatro
a cinco pessoas em cada um deles, assim como algumas galinhas que,
teimosamente, insistiam em querer compartilhar da nossa comida. Vivia-se de uma
forma modesta, mas havia sentimento, acolhimento. Muitas saudades daqueles
tempos!
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Redes Sociais
As redes sociais são muito
interessantes. Você se sente inserido no mundo cada vez mais globalizado, mas
algumas armadilhas existem e se você não for esperto o bastante pode vir a
sofrer sérias consequências. Fazer amizades é uma das "facilidades"
encontradas nesse mundo digital, no entanto há de se tomar muito cuidado. Obviamente
que todo mundo passa por problemas e como as relações olho no olho estão cada
vez mais raras, volta e meia ficamos tentados em compartilhar com os
"amigos virtuais" nossas fragilidades, incertezas, alegrias e
conquistas. O problema é que nem sempre quem está lendo suas narrativas consegue
interpretar da melhor maneira tudo que você quer dizer, na verdade. Principalmente
quando se trata de nossas lamúrias. Daí vem os julgamentos equivocados, os
mal-entendidos e tudo isso pode se transformar em mágoa e frustração. Talvez o
correto seja não ser tão transparente nas relações virtuais. Nem tudo pode ser
falado. Cabe a nós sermos mais prudentes no que dizemos, para que prevaleça o
respeito. Àqueles que porventura eu tenha causado qualquer constrangimento,
decepção, tristeza por aquilo que eu fiz ou falei, minhas sinceras desculpas
mesmo que eu tenha agido com a melhor das intenções ou no calor das emoções.
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