terça-feira, 14 de agosto de 2018

O VOTO!


Antes de tudo preciso dizer que sou um defensor incondicional do direito ao voto. No entanto, aqui no Brasil, poderíamos comparar as eleições a uma pescaria num rio onde tem poucos peixes que valham à pena fisgar e, quando isso acontece, geralmente é traíra. Mas o que eu quero perguntar é: qual o sentido de o voto ser obrigatório em nosso país se o eleitor pode, se assim desejar, anulá-lo ou simplesmente não optar por qualquer candidato, pelo motivo que lhe convier, votando em branco? A obrigatoriedade de se fazer presente às urnas criou um efeito contrário. Não é raro encontrar quem considere um fardo o comparecimento aos locais de votação. A busca pelo direito ao voto levou pessoas a morrerem por esta causa, enquanto, sua obrigatoriedade, propositalmente ou não, tirou-lhe o encanto. Pior, favoreceu aos oportunistas que utilizaram do famigerado “toma lá, dá cá” para se eleger. Aproveitam-se da carência dos eleitores mais desvalidos, desinformados e com pouco discernimento (sem contar aqueles que são esclarecidos, mas com caráter, contestável) para transformar as eleições, via de regra, num jogo de poder financeiro e de cartas marcadas.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Problemas e Soluções

Quando os problemas ocorrem, temos que resolvê-los. Isso é um fato. Porém, creio que também eles devem ser discutidos. Principalmente num ambiente de trabalho. Não se trata de atacar quem errou, mas de descobrir o porquê que esse problema apareceu e tentar minimizar a probabilidade de o mesmo acontecer outras vezes. E isso não é querer criar polêmica por coisa pouca, como afirmam alguns. O nome disso é profissionalismo. Falar a respeito pode até ser chato, mas é essencial para que os trabalhos tenham uma sequência natural e sem percalços, o tanto quanto possível.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Só Amor!



Antes eu negava o seu querer
Por medo de sofrer eu me defendia
“Amor, eu não posso te perder”
Era o que você sempre me dizia


Não acreditava na força dessa paixão
Preferia não sentir mais dor
Tantas idas e voltas causaram-me desilusão
Mas você sempre me dizia que eu era o seu grande amor


Muito ressentido e ressabiado
Fechei os olhos, perdido, em meio à multidão
Mas você sempre dizia querer estar ao meu lado
Em corpo, alma e coração.


Encantado com tanto carinho e dedicação
Nada poderia mais fazer a não ser me entregar
Agora sou eu que te digo, meu bem
O meu destino é te amar, te amar, te amar!







terça-feira, 1 de agosto de 2017

Lembranças!

   

Acordei hoje com lembranças de quando eu era “moleque” e frequentava a casa da minha avó no município de Santa Bárbara, na parte alta de um povoado ao qual nos acostumamos a chamar de Candeal Pequeno, nome dado a uma fazenda da região. Era uma casa grande, mas encantadoramente simples. Tinha paredes brancas, portas e janelas de madeira pintadas de azul. Eram três quartos, cozinha, sala e varanda. Até então não era provida de banheiro, não sei se pela falta de recursos e/ou pela falta de água encanada. Havia uma árvore esplendorosa um pouco à frente da casa, do lado esquerdo, onde os animais se escondiam do sol. O vento batia em suas flores vermelhas, derrubando-as ao chão, formando um grande tapete. Na parte de trás da residência existia um tanque com água em abundância proveniente das chuvas que ocorreram com gosto àquela época.

O amanhecer na casa da minha avó era divino. Recordo-me de dormir à noite, depois de longas e interessantes histórias, à luz de candeeiros, contadas por minha avó e meu pai, imaginando o dia seguinte. Como havia dito antes a casa ficava na parte mais alta do povoado, isolada. Logo muito cedo, ao despertar, eu e meus irmãos corríamos para a varanda, sentávamos num banco grande de madeira e, encantados, ouvíamos o cantar dos pássaros. Ficávamos em silêncio, admirando o som da natureza. Nas primeiras horas da manhã uma neblina sempre cobria toda a extensão da propriedade e não dava para enxergar nada a mais de dez metros de distância. Antes que percebêssemos a chegada de algum visitante os cachorros começavam a latir. Só mais tarde conseguíamos ouvir as passadas de cavalos. Geralmente era um de meus tios trazendo o leite. Em meio à neblina ouvia-se o ranger da porteira (lá, chamavam-na de cansela) ao se abrir.

Logo, a refeição matinal estava pronta. Ainda sinto o cheiro do café que minha avó preparava num forno a lenha. Uma delícia! Café, leite (tirado da vaca, logo cedo), batata, pão, inhame, bolos. Tudo muito natural e delicioso. Todo esse banquete era servido numa mesa de madeira, muito grande. Os bancos eram iguais ao da varanda, cabiam de quatro a cinco pessoas em cada um deles, assim como algumas galinhas que, teimosamente, insistiam em querer compartilhar da nossa comida. Vivia-se de uma forma modesta, mas havia sentimento, acolhimento. Muitas saudades daqueles tempos!






Tributo à Saudade

Saudade é sentimento, é poesia  Não é só melancolia  Quem não sabe o que é saudade É porque nunca amou um dia Saudade é o afeto que se perde...