A Associação dos Servidores da Câmara Municipal de Feira de Santana-Asecamufs foi criada, depois de muita perseverança, para servir de canal de negociação entre os servidores e os gestores da Câmara Municipal. Essa era a prioridade. Por um tempo ela teve um papel interessante, seguindo os passos traçados por nós, funcionários. No entanto, por alguma razão as coisas mudaram e seu objetivo principal passou a ser outro. As diretorias foram se submetendo aos desejos de associados que, por problemas financeiros e consequente restrição ao crédito, clamavam por convênios de todos os tipos. O que veio a ser um problema devido a falta de estrutura da associação para administrá-los. Paralelo a isso, verificou-se a inexistência de políticas voltadas para o estímulo ao associado, para que o mesmo participasse mais efetivamente da vida da associação. As assembleias, cada vez mais raras, quando aconteciam, não conseguiam um número, sequer, razoável de participantes. As diretorias passaram a não prestar contas de seus atos, deixando inclusive de constituir o Conselho Fiscal e não eram questionadas por isso, salvo raras exceções. Diante de tanta negligência não demorou a aparecer quem se aproveitasse dessa situação em benefício próprio. Depois de tanto descaso dos associados houve um grande desfalque. Desviaram os recursos que seriam usados para pagamento dos convênios. Uma quantia absurda para os padrões da Asecamufs. Constatada a fraude houve muito choro, desmaios, desculpas e até então pouco ou quase nada foi feito para elucidar o caso e muito menos para tentar reaver o dinheiro. Houve uma intervenção e logo depois uma nova eleição. Quase não houve candidatos para assumir tamanho abacaxi. Compreensível. Mas uma nova diretoria foi formada. Com muita coragem, é bem verdade, devido às circunstâncias. Mas com pouquíssima organização. Apesar de todo o mérito, inclusive por estar pagando as dívidas oriundas do desfalque, graças à venda de um terreno, essa nova diretoria vem incorrendo no mesmo erro daquela que lhe antecedeu. Após assumir em meados de novembro do ano passado, até a presente data não publicou nenhum demonstrativo. O próprio conselho fiscal só foi constituído há dois meses. Não duvido da idoneidade dos novos diretores, mas condeno veementemente a falta de transparência. E o pior de tudo, os associados continuam sem se manifestar, alheios aos acontecimentos.