Dizem que toda regra tem uma exceção. Talvez seja verdade e
não vejo nada de errado quando ela se dá por uma razão plausível. No entanto,
quando mal utilizada pode haver uma inversão e o que antes era tratado como
exceção passa a virar regra. Infelizmente não é raro que isso ocorra, muito
pelo contrário. Isso acontece bastante no serviço público quando procedimentos
primordiais para a manutenção da qualidade e controle são negligenciados,
tornando-se um campo fértil para manipulações, erros e fraudes. Tudo começa com
um pensamento de que não tem problema se ninguém viu ou ninguém ficou sabendo. No
mundo temos que seguir regras, normas, regulamentos e leis, mas é surpreendente
como o ser humano tem uma tendência a se desvirtuar. Alguém entra num ambiente
de trabalho e encontra uma rotina que funciona, tem uma sequência lógica das
coisas (até por força de lei), porém um dia surge a necessidade de quebrar a
ordem, por conta de circunstâncias, e aí descobre que o que importa para ele é
o resultado final. Os fins passam a justificar os meios. Não importa mais como aquilo foi feito, mas
que no final o trabalho foi entregue, mesmo correndo riscos desnecessários.
Isso fica tão latente na sua maneira de agir e ver o mundo que passará por cima
de qualquer pessoa que tente afirmar o contrário. O que importa é entregar o
trabalho. A pessoa fica tão cega e obstinada que aquele jeito errado de fazer
as coisas passa a ser a maneira correta. Caso alguém perceba algo conflitante,
dá-se um jeito, esse é o seu pensamento. Por que isso acontece? No início pode
ser por pressão hierárquica, medo de perder algum privilégio. Mas por que isso vem
a fazer parte da sua personalidade à medida que o tempo passa?
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