Por que a violência no Brasil não
para de crescer? Tenho meu ponto de vista ao analisar esse fato. Com toda
certeza não é devido ao país ter ficado mais rico como querem apregoar. Todos
sabem que a impunidade e a corrupção são grandes vilões nessa história, mas, na
prática como é que isso acontece? As leis, muitas vezes, parecem ser elaboradas
com algumas doses de ignorância, conveniência ou mesmo por falta de zelo e, por
isso, são cheias de brechas. Em virtude disso advogados, inescrupulosos ou não,
com um pouco de habilidade e conhecimento dessas lacunas deixadas pelos nossos
legisladores têm sucesso na defesa de seus clientes mesmo que, notadamente,
culpados. Isso cria outro problema que merece ser comentado. O fato de
verdadeiros criminosos serem presos e não permanecerem nessa condição por muito
tempo traz uma indignação e, com ela, os excessos cometidos por policiais e até
cidadãos comuns que passam a achar que fazer justiça com as próprias mãos é o melhor
caminho para que a punição aconteça. A verdade é que a negligência e omissão
das autoridades cria um ambiente propício ao desrespeito e à desobediência civil
em todos os sentidos. Eu diria que o Estado, em vários aspectos, é permissivo.
Parece não querer ou não saber dizer, não! Salvo melhor juízo!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
terça-feira, 12 de novembro de 2013
“Funciona (?) lismo” II.
Há servidores públicos que quando
são questionados por não cumprirem integralmente seu horário de trabalho se
apressam em afirmar que trabalham poucas horas, mas o fazem plenamente (Como se
isso justificasse a regalia). Por mais paradoxal que possa parecer, ainda
queixam-se de excesso de atividades. Ora, se eles próprios reduzem seu tempo no
serviço é claro que terão uma diminuição em sua capacidade para concluir aquilo
que lhes compete. Parece-me uma coisa lógica. Adeptos do ditado que a melhor
defesa é o ataque tentam colocar em dúvida a eficiência daqueles cumpridores da
carga horária. Além de desrespeitar os colegas quem age dessa maneira parece-me
ser um oportunista, um mau exemplo de funcionário que pode contaminar toda uma
administração. Tal comportamento deveria ser extirpado do funcionalismo
público. Privilégios e regalias no serviço público não são raros, infelizmente.
Há quem ache que por ser público tem que ser bagunçado e cada um que se defenda
como puder. Eu discordo!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
“Funciona (?) lismo”
O serviço público no Brasil
parece seguir na ordem inversa. Desorganização e ineficiência são
características de boa parte dos órgãos administrados pela união, estados e municípios.
É claro que as instituições são constituídas de pessoas e por isso mesmo é de
se espantar porque, muitas vezes, não se consegue ser eficiente no serviço
público tanto quanto na iniciativa privada. Existe uma diferença de
comportamento. Geralmente não se dá o devido valor àquilo que é comum a todos e
isso é incompreensível. Acontece que há servidores que não se dão conta de sua
importância como também existem aqueles que, pelo contrário, valorizam-se de
forma exagerada, demonstrando autossuficiência e se achando com o direito de decidir
sua maneira de trabalhar, por quanto tempo vão trabalhar ou mesmo se,
eventualmente, irão ou não trabalhar. Não é raro, inclusive, quem cobre um “por
fora” para desempenhar as funções pelas quais já é remunerado. Tudo isso em
detrimento do que estabelecem as regras e normas da administração pública. Já
disseram que não seria apenas no Brasil que isso acontece, aconteceria no mundo
inteiro, mas o que nos diferenciaria seria a desfaçatez, só encontrada por
essas bandas.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
PRIORIDADES
Investir na segurança,
saúde e educação são as “prioridades” de todos os candidatos à presidência da
República. E não é diferente com os candidatos à gestão dos estados e
municípios. No entanto o que acontece, de uma maneira geral, é bem diferente.
Pagamos uma carga tributária muito elevada e estamos longe de ter o retorno
desejado. Somos obrigados (aqueles que têm um pouco mais de condição) a
recorrer ao setor privado para suprir aquilo que não nos é dado como
contrapartida aos impostos que pagamos.
Com relação à
segurança recorremos a câmeras, cercas elétricas e alarmes. Há quem utilize dos
serviços de empresas clandestinas de segurança que se multiplicam diante a
inércia do poder público.
Quanto à saúde
não é raro vermos filas intermináveis, falta de leitos, de médicos e,
principalmente, de estrutura para um atendimento digno. Pessoas que necessitam
de atendimento com urgência se humilham e muitas vezes têm que pagar “por fora”
por cirurgias já cobertas pelo Sistema Único de Saúde – SUS. E para garantir
nosso bem estar e de nossos entes queridos recorremos a planos de saúde
privados que, por sua vez, limitam o atendimento ao conveniado. Parece mais um
beco sem saída.
No que diz
respeito ao sistema educacional as paralisações de professores é recorrente por
melhores salários e condições de trabalho. O ensino é fraco e mais uma vez
procuramos refúgio no setor privado. A qualidade de ensino nas escolas
particulares é bem superior, mas cobram-se mensalidades exorbitantes.
Enfim, o
governo que teria a obrigação de nos oferecer segurança, saúde e educação de
qualidade empurram-nos para o setor privado que cobra caro pelos seus serviços
e nem sempre os mesmos são satisfatórios. Somos reféns de um sistema cruel que
nos faz pagar duas vezes pelos mesmos serviços.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Quem souber...
Por que parece ser tão difícil
fazer a coisa certa? Quem antes estava no poder e que pouco fazia hoje tenta
ensinar como se faz àqueles que os criticavam e que hoje comandam o país, mas
que, até então, não tiveram uma contribuição condizente com seu discurso antes
de assumirem. Seria o sujo falando do mal lavado ou algo parecido. O que se
sabe é que os gestores se sucedem e os problemas vão aumentando em proporções
muito maiores em relação aos avanços para sua redução. O Brasil é um país com dimensões continentais,
isso é fato. A população cresce. Entretanto as dificuldades de gestão não
parecem estar relacionadas apenas ao tamanho do nosso país ou ao número de
pessoas que nele vive. Parece-me um misto de incompetência, falta de vontade
política e prevaricação.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
INSEGURANÇA PÚBLICA
Todo mundo se pergunta por que a
violência cresceu tanto nos últimos tempos e se há alguma maneira de
minimizá-la. Além do aumento significativo da população e, por consequência, o
aumento da desigualdade social, outras questões contribuem para esse estado de
insegurança do qual estamos reféns: A polícia tem um efetivo reduzido, é mal
remunerada, não tem o preparo adequado e, diante disso, alguns policiais se
arvoram por caminhos incompatíveis com suas funções, criando empresas de
segurança (muito semelhantes às milícias, pois seus integrantes não tem
formação para tal atividade); o judiciário abarrotado de processos e com número
insuficiente de juízes; desprezo pela moral e pela ética; investimento
insuficiente na educação; corrupção, impunidade etc. Enfim, os problemas são
fáceis de diagnosticar, mas e as soluções?
Não há dúvida que a educação é capaz de reduzir o problema da violência,
mas isso a médio e longo prazo. Por isso o esforço tem de ser conjunto. Investir
mais em educação, quantificar e qualificar os profissionais envolvidos com
nossa segurança e dar-lhes salários dignos, aumentar o número de juízes e
puni-los de maneira exemplar quando cometerem algum ilícito e não dar-lhes
aposentadoria compulsória, como até hoje acontece. O Estado alega falta de
recursos para suprir todas as necessidades da população, mas todo mundo sabe
que nossos governantes, salvo poucas exceções, utilizam de forma inadequada
(digamos assim) o erário público. Bastaria rever suas prioridades. Cabe ao
povo, cobrar, como o fez nos últimos meses, indo às ruas e escolhendo melhor
seus candidatos na época das eleições.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Violência
Como diminuir a criminalidade num
país em que a sociedade não acredita nas instituições? As autoridades policiais vivem dizendo que se
baseiam nas estatísticas para direcionar suas diligências para as regiões onde
a violência está mais presente. Há
lógica nessa afirmação, no entanto pessoas que já foram denunciar alguma ocorrência numa
delegacia se queixam da maneira displicente que são atendidas e acabam chegando a conclusão que seria melhor não ter ido, pois passam a ser vítimas, dessa vez, de um mau servidor público, sem querer generalizar. Mas a
impunidade e a corrupção talvez sejam os maiores motivos pelos quais o cidadão prefira
não ir a uma delegacia apresentar queixa. Ele tem medo de uma possível vingança
daquele que seria preso, pois é quase certeza que o meliante não ficaria assim
por muito tempo. Os assaltos à luz do dia cresceram assustadoramente. Na região
em que moro, por exemplo, várias pessoas já tiveram seus pertences levados por
marginais em motocicletas. Mas isso não entra na estatística da polícia, pois é
quase certo que a mesma não foi informada a respeito. Eu ainda acho que devemos
denunciar, sim. Caso contrário, permaneceremos reféns da violência, imaginando
sair de casa. A propósito, tais fatos vêm ocorrendo nas imediações do Estádio Joia
da Princesa e Rádio Povo.
terça-feira, 16 de julho de 2013
O Povo unido...
Depois de todas as manifestações que trouxeram medo para alguns e esperança para a maioria parece que o país está voltando ao "normal". Porém o que é o normal nesse gigante que parecia ter acordado e que agora recomeça a cochilar? Ou será que acordou de vez e só está se fingindo de morto para identificar aqueles dissimulados que, agindo por mera conveniência, infiltram-se em meio a multidão tentando se passar por democratas preocupados com as causas sociais? Não estou falando dos marginais que depredaram o patrimônio público e que teriam que ressarcir o Estado pelos danos causados, mas sim daqueles que não foram às ruas, mas soltaram a voz em prol dos manifestantes com o propósito de ludibriá-los, pois nunca tiveram interesse nas mudanças reivindicadas nos protestos. Isso veremos nas próximas eleições.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Mulher ao volante...
Sempre fui um admirador das mulheres ao volante. Acho legal vê-las dirigindo um carro. Elas repudiam o ditado popular que mulher ao volante é um perigo constante. Em sua defesa, dizem ser mais cautelosas e caprichosas. Com muita maestria sua perfomance é, muitas vezes, digna de elogios. Muitas delas podem dar aulas de como transitar na via pública com uma máquina de quatro rodas ou mesmo de duas. No entanto o que parecia ser privilégio masculino agora não é mais. As nossas "Penelopes Charmosas" estão repetindo as mesmas idiotices e barberagens que muitos homens insistem em praticar num trânsito cada vez mais caótico. Não é raro ver mulheres, lindas e maravilhosas desrespeitando o sinal vermelho, dirigindo falando ao celular ou sem o cinto de segurança. Sem falar naquelas que 'comem água" e saem por aí provocando acidentes. É muito legal ver o mundo feminino conquistando seu espaço, afinal os direitos devem ser iguais, mas ser igual até nas mazelas, não! Por favor!
Assinar:
Postagens (Atom)
Círculo Vicioso
O círculo vicioso alimentado, de parte à parte, entre políticos e eleitores, destrói qualquer possibilidade de mudanças significativas no at...
-
"O certo é o certo, mesmo que ninguém o faça. O errado é o errado, mesmo que ninguém esteja vendo". Eu acredito nisso! N...
-
Um Sorriso! Pés descalços, roupas sujas, sem um banho decente há mais de dois dias. Esse sou eu! O retrato do abandono, do desencanto, de ...
-
As leis no Brasil são tratadas de formas diferentes a depender de quem será beneficiado, ou mesmo desfavorecido. E essa falta de critério po...