quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Salvo melhor juízo!


Por que a violência no Brasil não para de crescer? Tenho meu ponto de vista ao analisar esse fato. Com toda certeza não é devido ao país ter ficado mais rico como querem apregoar. Todos sabem que a impunidade e a corrupção são grandes vilões nessa história, mas, na prática como é que isso acontece? As leis, muitas vezes, parecem ser elaboradas com algumas doses de ignorância, conveniência ou mesmo por falta de zelo e, por isso, são cheias de brechas. Em virtude disso advogados, inescrupulosos ou não, com um pouco de habilidade e conhecimento dessas lacunas deixadas pelos nossos legisladores têm sucesso na defesa de seus clientes mesmo que, notadamente, culpados. Isso cria outro problema que merece ser comentado. O fato de verdadeiros criminosos serem presos e não permanecerem nessa condição por muito tempo traz uma indignação e, com ela, os excessos cometidos por policiais e até cidadãos comuns que passam a achar que fazer justiça com as próprias mãos é o melhor caminho para que a punição aconteça. A verdade é que a negligência e omissão das autoridades cria um ambiente propício ao desrespeito e à desobediência civil em todos os sentidos. Eu diria que o Estado, em vários aspectos, é permissivo. Parece não querer ou não saber dizer, não! Salvo melhor juízo!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

“Funciona (?) lismo” II.


Há servidores públicos que quando são questionados por não cumprirem integralmente seu horário de trabalho se apressam em afirmar que trabalham poucas horas, mas o fazem plenamente (Como se isso justificasse a regalia). Por mais paradoxal que possa parecer, ainda queixam-se de excesso de atividades. Ora, se eles próprios reduzem seu tempo no serviço é claro que terão uma diminuição em sua capacidade para concluir aquilo que lhes compete. Parece-me uma coisa lógica. Adeptos do ditado que a melhor defesa é o ataque tentam colocar em dúvida a eficiência daqueles cumpridores da carga horária. Além de desrespeitar os colegas quem age dessa maneira parece-me ser um oportunista, um mau exemplo de funcionário que pode contaminar toda uma administração. Tal comportamento deveria ser extirpado do funcionalismo público. Privilégios e regalias no serviço público não são raros, infelizmente. Há quem ache que por ser público tem que ser bagunçado e cada um que se defenda como puder. Eu discordo!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

“Funciona (?) lismo”


O serviço público no Brasil parece seguir na ordem inversa. Desorganização e ineficiência são características de boa parte dos órgãos administrados pela união, estados e municípios. É claro que as instituições são constituídas de pessoas e por isso mesmo é de se espantar porque, muitas vezes, não se consegue ser eficiente no serviço público tanto quanto na iniciativa privada. Existe uma diferença de comportamento. Geralmente não se dá o devido valor àquilo que é comum a todos e isso é incompreensível. Acontece que há servidores que não se dão conta de sua importância como também existem aqueles que, pelo contrário, valorizam-se de forma exagerada, demonstrando autossuficiência e se achando com o direito de decidir sua maneira de trabalhar, por quanto tempo vão trabalhar ou mesmo se, eventualmente, irão ou não trabalhar. Não é raro, inclusive, quem cobre um “por fora” para desempenhar as funções pelas quais já é remunerado. Tudo isso em detrimento do que estabelecem as regras e normas da administração pública. Já disseram que não seria apenas no Brasil que isso acontece, aconteceria no mundo inteiro, mas o que nos diferenciaria seria a desfaçatez, só encontrada por essas bandas.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PRIORIDADES

Investir na segurança, saúde e educação são as “prioridades” de todos os candidatos à presidência da República. E não é diferente com os candidatos à gestão dos estados e municípios. No entanto o que acontece, de uma maneira geral, é bem diferente. Pagamos uma carga tributária muito elevada e estamos longe de ter o retorno desejado. Somos obrigados (aqueles que têm um pouco mais de condição) a recorrer ao setor privado para suprir aquilo que não nos é dado como contrapartida aos impostos que pagamos.
Com relação à segurança recorremos a câmeras, cercas elétricas e alarmes. Há quem utilize dos serviços de empresas clandestinas de segurança que se multiplicam diante a inércia do poder público.
Quanto à saúde não é raro vermos filas intermináveis, falta de leitos, de médicos e, principalmente, de estrutura para um atendimento digno. Pessoas que necessitam de atendimento com urgência se humilham e muitas vezes têm que pagar “por fora” por cirurgias já cobertas pelo Sistema Único de Saúde – SUS. E para garantir nosso bem estar e de nossos entes queridos recorremos a planos de saúde privados que, por sua vez, limitam o atendimento ao conveniado. Parece mais um beco sem saída.
No que diz respeito ao sistema educacional as paralisações de professores é recorrente por melhores salários e condições de trabalho. O ensino é fraco e mais uma vez procuramos refúgio no setor privado. A qualidade de ensino nas escolas particulares é bem superior, mas cobram-se mensalidades exorbitantes.

Enfim, o governo que teria a obrigação de nos oferecer segurança, saúde e educação de qualidade empurram-nos para o setor privado que cobra caro pelos seus serviços e nem sempre os mesmos são satisfatórios. Somos reféns de um sistema cruel que nos faz pagar duas vezes pelos mesmos serviços. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quem souber...


Por que parece ser tão difícil fazer a coisa certa? Quem antes estava no poder e que pouco fazia hoje tenta ensinar como se faz àqueles que os criticavam e que hoje comandam o país, mas que, até então, não tiveram uma contribuição condizente com seu discurso antes de assumirem. Seria o sujo falando do mal lavado ou algo parecido. O que se sabe é que os gestores se sucedem e os problemas vão aumentando em proporções muito maiores em relação aos avanços para sua redução.  O Brasil é um país com dimensões continentais, isso é fato. A população cresce. Entretanto as dificuldades de gestão não parecem estar relacionadas apenas ao tamanho do nosso país ou ao número de pessoas que nele vive. Parece-me um misto de incompetência, falta de vontade política e prevaricação.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

INSEGURANÇA PÚBLICA


Todo mundo se pergunta por que a violência cresceu tanto nos últimos tempos e se há alguma maneira de minimizá-la. Além do aumento significativo da população e, por consequência, o aumento da desigualdade social, outras questões contribuem para esse estado de insegurança do qual estamos reféns: A polícia tem um efetivo reduzido, é mal remunerada, não tem o preparo adequado e, diante disso, alguns policiais se arvoram por caminhos incompatíveis com suas funções, criando empresas de segurança (muito semelhantes às milícias, pois seus integrantes não tem formação para tal atividade); o judiciário abarrotado de processos e com número insuficiente de juízes; desprezo pela moral e pela ética; investimento insuficiente na educação; corrupção, impunidade etc. Enfim, os problemas são fáceis de diagnosticar, mas e as soluções?  Não há dúvida que a educação é capaz de reduzir o problema da violência, mas isso a médio e longo prazo. Por isso o esforço tem de ser conjunto. Investir mais em educação, quantificar e qualificar os profissionais envolvidos com nossa segurança e dar-lhes salários dignos, aumentar o número de juízes e puni-los de maneira exemplar quando cometerem algum ilícito e não dar-lhes aposentadoria compulsória, como até hoje acontece. O Estado alega falta de recursos para suprir todas as necessidades da população, mas todo mundo sabe que nossos governantes, salvo poucas exceções, utilizam de forma inadequada (digamos assim) o erário público. Bastaria rever suas prioridades. Cabe ao povo, cobrar, como o fez nos últimos meses, indo às ruas e escolhendo melhor seus candidatos na época das eleições.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Violência


Como diminuir a criminalidade num país em que a sociedade não acredita nas instituições?  As autoridades policiais vivem dizendo que se baseiam nas estatísticas para direcionar suas diligências para as regiões onde a violência está mais presente.  Há lógica nessa afirmação, no entanto pessoas que já foram denunciar alguma ocorrência numa delegacia se queixam da maneira displicente que são atendidas e acabam chegando a conclusão que seria melhor não ter ido, pois passam a ser vítimas, dessa vez, de um mau servidor público, sem querer generalizar. Mas a impunidade e a corrupção talvez sejam os maiores motivos pelos quais o cidadão prefira não ir a uma delegacia apresentar queixa. Ele tem medo de uma possível vingança daquele que seria preso, pois é quase certeza que o meliante não ficaria assim por muito tempo. Os assaltos à luz do dia cresceram assustadoramente. Na região em que moro, por exemplo, várias pessoas já tiveram seus pertences levados por marginais em motocicletas. Mas isso não entra na estatística da polícia, pois é quase certo que a mesma não foi informada a respeito. Eu ainda acho que devemos denunciar, sim. Caso contrário, permaneceremos reféns da violência, imaginando sair de casa. A propósito, tais fatos vêm ocorrendo nas imediações do Estádio Joia da Princesa e Rádio Povo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O Povo unido...

Depois de todas as manifestações que trouxeram medo para alguns e esperança para a maioria parece que o país está voltando ao "normal". Porém o que é o normal nesse gigante que parecia ter acordado e que agora recomeça a cochilar? Ou será que acordou de vez e só está se fingindo de morto para identificar aqueles dissimulados que, agindo por mera conveniência, infiltram-se em meio a multidão tentando se passar por democratas preocupados com as causas sociais? Não estou falando dos marginais que depredaram o patrimônio público e que teriam que ressarcir o Estado pelos danos causados, mas sim daqueles que não foram às ruas, mas soltaram a voz em prol dos manifestantes com o propósito de ludibriá-los, pois nunca tiveram interesse nas mudanças reivindicadas nos protestos. Isso veremos nas próximas eleições. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mulher ao volante...

Sempre fui um admirador das mulheres ao volante. Acho legal vê-las dirigindo um carro. Elas repudiam o ditado popular que mulher ao volante é um perigo constante. Em sua defesa, dizem ser mais cautelosas e caprichosas. Com muita maestria sua perfomance é, muitas vezes, digna de elogios. Muitas delas podem dar aulas de como transitar na via pública com uma máquina de quatro rodas ou mesmo de duas. No entanto o que parecia ser privilégio masculino agora não é mais. As nossas "Penelopes Charmosas" estão repetindo as mesmas idiotices e barberagens que muitos homens insistem em praticar num trânsito cada vez mais caótico. Não é raro ver mulheres, lindas e maravilhosas desrespeitando o sinal vermelho, dirigindo falando ao celular ou sem o cinto de segurança. Sem falar naquelas que 'comem água" e saem por aí provocando acidentes. É muito legal ver o mundo feminino conquistando seu espaço, afinal os direitos devem ser iguais, mas ser igual até nas mazelas, não! Por favor!

Círculo Vicioso

O círculo vicioso alimentado, de parte à parte, entre políticos e eleitores, destrói qualquer possibilidade de mudanças significativas no at...