quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Efeito Borboleta



O ser humano age dessa forma: um indivíduo faz algo que não está certo e tem consciência disso, mas ao ser questionado pelos seus atos tenta minimizá-los. Quando consegue e o deixam à vontade, sem recriminá-lo (por acreditarem em sua retórica de que aquilo não seria algo relevante) é passada uma mensagem de normalidade aos demais criando um circulo vicioso. Ou seja, aquele comportamento que deveria ser combatido passará a ser aplicado por todos que se acharem no mesmo direito. Não sei dizer o motivo, mas o errado parece ser mais sedutor. Infelizmente é muito comum ver esse tipo de conduta em nossa sociedade. Quando falamos em ambientes de trabalho, o setor público se destaca nesse aspecto, devido ao alto grau de permissividade em seu meio. Quando pensei em escrever sobre isso me veio à mente o chamado efeito borboleta.
“Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo”.
Fiz essa analogia por acreditar que por menor que seja a infração cometida e não lhe for dada a importância devida ela poderá gerar consequências desagradáveis no futuro.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Comportamento nas Organizações


O Setor público tem muitas diferenças em relação ao privado. Uma delas diz respeito à sua prestação de contas. Com relação aos processos de despesas estes devem ser encaminhados aos tribunais de contas até o último dia útil do mês subsequente ao seu pagamento. Nota-se, desta forma, que há um intervalo de, no mínimo, trinta dias para que os processos sejam organizados e enviados. O que não pode e nem deve acontecer é se deixar levar por esse prazo e negligenciar os aspectos legais. Antes dos pagamentos ocorrerem os processos devem estar prontos e disponibilizados em tempo hábil para a devida conferência. Ou seja, todos os documentos inerentes devem estar anexos, assim como devem constar todas as assinaturas legalmente exigidas. Além de facilitar o andamento dos trabalhos, as imposições da lei serão atendidas e a necessidade de adequação ou correção de um ou outro detalhe que porventura tenha passado despercebido diminui consideravelmente.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Rachel Sheherazade


É claro que a jornalista Rachel Sheherazade errou quando fez um comentário afirmando como compreensível a atitude de populares ao torturar e prender a um poste um adolescente infrator devido ao aumento da violência e a impotência do estado na tentativa de combatê-la. Errou, não por externar sua indignação com relação à ineficiência dos nossos governantes diante do caos em que vivemos. Isso é fato. Ela pecou por ser uma formadora de opinião e ter a consciência que muitos dos seus telespectadores não têm a capacidade de refletir melhor sobre o que ela disse. Poderia ser repreendida por isso? Creio que sim, mas nunca cerceada no direito de comentar outros fatos e nem ser atribuída à mesma toda e qualquer manifestação de outrem na tentativa de fazer justiça com as próprias mãos, pois isso não passou a ocorrer apenas após o seu pronunciamento. Aproveitaram a oportunidade para calar uma das poucas vozes que ousavam mostrar a mazelas e a enquadrar os responsáveis. Tal fato não é raro.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ponto de vista.


Num ambiente de trabalho é imprescindível que exista a cooperação entre os funcionários para que o serviço flua de maneira satisfatória. Principalmente quando tratar-se de funções afins. Entretanto, não se pode confundir a união, mais do que necessária, com a formação de “grupinhos” em que há o acobertamento mútuo de erros cometidos pelos seus integrantes ou quando as leis e normas são negligenciadas pelos mesmos com a desculpa de que a obediência aos trâmites atrasaria ou dificultaria a execução dos serviços. O que pode parecer um ato solidário pode vir a ser caracterizado como conluio. As pessoas têm que se responsabilizar pelos seus atos. Não dá para entender porque tem gente que tem a total possibilidade de trabalhar seguindo uma linha onde todos os passos têm uma sequência lógica (inclusive por força de lei), mas preferem o caos administrativo com falta de organização e planejamento e como consequência a maximização da probabilidade de ocorrerem erros, falhas ou fraudes.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Salvo melhor juízo!


Por que a violência no Brasil não para de crescer? Tenho meu ponto de vista ao analisar esse fato. Com toda certeza não é devido ao país ter ficado mais rico como querem apregoar. Todos sabem que a impunidade e a corrupção são grandes vilões nessa história, mas, na prática como é que isso acontece? As leis, muitas vezes, parecem ser elaboradas com algumas doses de ignorância, conveniência ou mesmo por falta de zelo e, por isso, são cheias de brechas. Em virtude disso advogados, inescrupulosos ou não, com um pouco de habilidade e conhecimento dessas lacunas deixadas pelos nossos legisladores têm sucesso na defesa de seus clientes mesmo que, notadamente, culpados. Isso cria outro problema que merece ser comentado. O fato de verdadeiros criminosos serem presos e não permanecerem nessa condição por muito tempo traz uma indignação e, com ela, os excessos cometidos por policiais e até cidadãos comuns que passam a achar que fazer justiça com as próprias mãos é o melhor caminho para que a punição aconteça. A verdade é que a negligência e omissão das autoridades cria um ambiente propício ao desrespeito e à desobediência civil em todos os sentidos. Eu diria que o Estado, em vários aspectos, é permissivo. Parece não querer ou não saber dizer, não! Salvo melhor juízo!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

“Funciona (?) lismo” II.


Há servidores públicos que quando são questionados por não cumprirem integralmente seu horário de trabalho se apressam em afirmar que trabalham poucas horas, mas o fazem plenamente (Como se isso justificasse a regalia). Por mais paradoxal que possa parecer, ainda queixam-se de excesso de atividades. Ora, se eles próprios reduzem seu tempo no serviço é claro que terão uma diminuição em sua capacidade para concluir aquilo que lhes compete. Parece-me uma coisa lógica. Adeptos do ditado que a melhor defesa é o ataque tentam colocar em dúvida a eficiência daqueles cumpridores da carga horária. Além de desrespeitar os colegas quem age dessa maneira parece-me ser um oportunista, um mau exemplo de funcionário que pode contaminar toda uma administração. Tal comportamento deveria ser extirpado do funcionalismo público. Privilégios e regalias no serviço público não são raros, infelizmente. Há quem ache que por ser público tem que ser bagunçado e cada um que se defenda como puder. Eu discordo!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

“Funciona (?) lismo”


O serviço público no Brasil parece seguir na ordem inversa. Desorganização e ineficiência são características de boa parte dos órgãos administrados pela união, estados e municípios. É claro que as instituições são constituídas de pessoas e por isso mesmo é de se espantar porque, muitas vezes, não se consegue ser eficiente no serviço público tanto quanto na iniciativa privada. Existe uma diferença de comportamento. Geralmente não se dá o devido valor àquilo que é comum a todos e isso é incompreensível. Acontece que há servidores que não se dão conta de sua importância como também existem aqueles que, pelo contrário, valorizam-se de forma exagerada, demonstrando autossuficiência e se achando com o direito de decidir sua maneira de trabalhar, por quanto tempo vão trabalhar ou mesmo se, eventualmente, irão ou não trabalhar. Não é raro, inclusive, quem cobre um “por fora” para desempenhar as funções pelas quais já é remunerado. Tudo isso em detrimento do que estabelecem as regras e normas da administração pública. Já disseram que não seria apenas no Brasil que isso acontece, aconteceria no mundo inteiro, mas o que nos diferenciaria seria a desfaçatez, só encontrada por essas bandas.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PRIORIDADES

Investir na segurança, saúde e educação são as “prioridades” de todos os candidatos à presidência da República. E não é diferente com os candidatos à gestão dos estados e municípios. No entanto o que acontece, de uma maneira geral, é bem diferente. Pagamos uma carga tributária muito elevada e estamos longe de ter o retorno desejado. Somos obrigados (aqueles que têm um pouco mais de condição) a recorrer ao setor privado para suprir aquilo que não nos é dado como contrapartida aos impostos que pagamos.
Com relação à segurança recorremos a câmeras, cercas elétricas e alarmes. Há quem utilize dos serviços de empresas clandestinas de segurança que se multiplicam diante a inércia do poder público.
Quanto à saúde não é raro vermos filas intermináveis, falta de leitos, de médicos e, principalmente, de estrutura para um atendimento digno. Pessoas que necessitam de atendimento com urgência se humilham e muitas vezes têm que pagar “por fora” por cirurgias já cobertas pelo Sistema Único de Saúde – SUS. E para garantir nosso bem estar e de nossos entes queridos recorremos a planos de saúde privados que, por sua vez, limitam o atendimento ao conveniado. Parece mais um beco sem saída.
No que diz respeito ao sistema educacional as paralisações de professores é recorrente por melhores salários e condições de trabalho. O ensino é fraco e mais uma vez procuramos refúgio no setor privado. A qualidade de ensino nas escolas particulares é bem superior, mas cobram-se mensalidades exorbitantes.

Enfim, o governo que teria a obrigação de nos oferecer segurança, saúde e educação de qualidade empurram-nos para o setor privado que cobra caro pelos seus serviços e nem sempre os mesmos são satisfatórios. Somos reféns de um sistema cruel que nos faz pagar duas vezes pelos mesmos serviços. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quem souber...


Por que parece ser tão difícil fazer a coisa certa? Quem antes estava no poder e que pouco fazia hoje tenta ensinar como se faz àqueles que os criticavam e que hoje comandam o país, mas que, até então, não tiveram uma contribuição condizente com seu discurso antes de assumirem. Seria o sujo falando do mal lavado ou algo parecido. O que se sabe é que os gestores se sucedem e os problemas vão aumentando em proporções muito maiores em relação aos avanços para sua redução.  O Brasil é um país com dimensões continentais, isso é fato. A população cresce. Entretanto as dificuldades de gestão não parecem estar relacionadas apenas ao tamanho do nosso país ou ao número de pessoas que nele vive. Parece-me um misto de incompetência, falta de vontade política e prevaricação.

Círculo Vicioso

O círculo vicioso alimentado, de parte à parte, entre políticos e eleitores, destrói qualquer possibilidade de mudanças significativas no at...